Congresso ABITRIGO destaca o mercado global do cereal e a convergência regulatória

Muitos países não compram o trigo brasileiro por causa dos altos custos de exportação;

Fechando o circuito de palestras do 24º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, participaram do Painel 6 “O Mercado Global do Trigo e Convergência Regulatória” o Subsecretario de Mercados Agropecuários da Argentina Jesús Silveyra, Vincent Peterson, Presidente de U.S Wheat Associates, e Rubens Goz, da central de cooperativos de produção Unicoop, com a moderação do embaixador e presidente-executivo da ABITRIGO Rubens Barbosa.

O debate foi iniciado por Vincent Peterson, que falou sobre os dados da produção do trigo nos Estados Unidos. A exportação do produto desde 1980 foi feita para todo o mundo, porém a maior parte era destinada ao Brasil; em 2016, o cenário passou a ser 43% para a Ásia, 43% na América Latina e apenas 14% para a África. Nos últimos 10 anos o país americano teve o dobro do número de vendas no varejo em produtos feitos com trigo. O presidente de U.S. Wheat Associates citou ainda que o Brasil é o país com impostos mais caros para exportação e, por isso, muitos países não compram a mercadoria brasileira.

Logo em seguida, Jesús Silveyra, falou sobre o aumento das exportações argentinas. Houve um salto de 4,5 milhões de toneladas para 11,5 milhões de produtos exportados. A argentina tem o objetivo de atingir mais de 52 destinos de exportações e atualmente já chegaram na Ásia e na África, se conectando este ano com o México. Os impostos argentinos sofrerão pouco aumento para exportação devido as chuvas, porém o trigo argentino é um dos mais competitivos do mundo.

Finalizando as palestras do Painel 6, Rubens Goz falou sobre o plantio do trigo no Paraguai, reforçando a expectativa de aumentar suas produções e incentivos para poder melhorar as estatísticas de exportações.

O presidente da ABITRIGO Rubens Barbosa enfatizou a importância dos países cumprirem as regras de regulamentação para que o Brasil possa ter a porta aberta a negociações de exportação. “é necessário avançar nas relações comerciais, mas principalmente no ambiente regulatório, para definição das boas práticas que envolvem o trigo e seus derivados”, concluiu.

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