ABIMAQ participa da primeira reunião do CDES com presidente Temer

Conselheiros entregaram documento que relata a situação atual e sugere caminhos para a retomada do setor
UHE Santo Antônio

Tendo a oportunidade de sentar à mesa do presidente da República, Michel Temer, durante o almoço que ocorreu na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a ABIMAQ, representada pelo presidente do Conselho de Administração, João Carlos Marchesan e do diretor de Ação Política, Germano Rigotto,  teve a oportunidade de entregar um documento posicionando o presidente sobre o atual momento, sugerindo medidas concretas para gerar desenvolvimento.

Como reconhecimento pelo trabalho realizado e pela representatividade da ABIMAQ no contexto político e econômico do país, os conselheiros vão participar do grupo que vai discutir ideias que promovam a retomada do crescimento e do emprego.

Para o presidente da República, Michel Temer, os novos conselheiros passam a ser parte do governo, mesmo que sem funções definidas: “Fazem-no pela presença expressiva que todos têm na sociedade e pela possibilidade que têm de auxiliar não o governo, mas auxiliar a governar o país”, afirmou.

Entre as medidas sugeridas para que o setor e sua cadeia de fornecedores atenda a demanda que deverá surgir a partir de 2018, estão o programa de refinanciamento dos débitos fiscais federais e apoio do governo para programas estaduais assemelhados; Carência de 2 anos; Custos = IPCA + 3%; Prazo de 20 anos; Suspensão automática do pagamento em caso de redução das atividades, medidas pela PIM-PF, por três meses consecutivos ou quatro em uma sequência de seis.

Fortalecimento do papel de fomento do BNDES no apoio à indústria, com a criação de linhas de capital de giro, destinadas principalmente à pequena e média indústria, com custo SELIC, o que elimina qualquer subsídio do governo, utilizando, para tanto, o caixa ocioso, aí incluídos os R$ 100 bilhões que não deveriam ser devolvidos ao Tesouro.

Os conselheiros falaram ainda sobre  diversas medidas para a Reindustrialização, como Câmbio Competitivo, Regimes Tributários Especiais, Condições insonômicas,  Juros de mercado assemelhados aos dos concorrentes e  um sistema eficiente de apoio às exportações brasileiras (financiamentos com taxas competitivas, garantias de crédito etc.), principalmente de bens manufaturados, que permita à indústria ampliar a participação no comércio mundial.

Para tornar possíveis os investimentos produtivos, é fundamental que o FINAME seja preservado com prazos adequados à amortização do equipamento e com juros compatíveis com o retorno do investimento.

Com  a redução contínua do “Custo Brasil” que, hoje, impõe à indústria nacional um custo adicional da ordem de 25 a 30 pontos percentuais, quando comparado com o dos principais concorrentes externos e mais todas essas medidas, Marchesan acredita que o setor tenha condições de restaurar a sua competitividade e gerar desenvolvimento.

 

Categorias
Indústria NavalInvestimentosÓleo e GásSem categoria
Sem comentário

Deixe uma resposta

*

*

Categorias

RELACIONADO